16o. Encontro da Família Lima Trindade

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Encontro dos "genários"



A importância da caminhada, a beleza do parque e o prazer do encontro, sempre aos domingos, sempre às onze horas nas manhãs ensolaradas, tem sido a rotina dos sexsagenários membros da família Lima Trindade, que moram em Porto Alegre. Marcos, Fabiane e Carol, com suas presenças, juventude e beleza, sempre que possível encantam os “genários”. Quando recebemos a visita dos que moram fora é a festa do encontro. A foto registra a presença da Magda, raptada pelo Corélio, para dar “alivio” ao Zé Bicca, do excesso de zelo que a nossa irmã tem lhe dispensado. Para orgulho de todos, Murilo exibiu medalha conquistada, nesta mesma manhã , na 26ª Maratona de Porto Alegre. Apesar da modéstia que qualificou sua medalha como de sobrevivente, deu pra ver que o "guri" ainda estava inteirão. É bom ver o irmão correndo atrás da saúde. No final levamos a energia do abraço
para início de mais uma semana de trabalho,mas, principalmente a forte corrente de oração e fé pela recuperação do nosso querido Zé Bicca

terça-feira, 12 de maio de 2009

Quero Mais!

Quero Mais!!!
Por que a gente nunca está satisfeito com o que tem? 
Por que sempre queremos mais? 
Bem, prefiro pensar numa resposta simples a esses questionamentos: porque estamos vivos! 
Estive em Porto Alegre no dia 05 de maio passado para assistir à participação da Luísa no Concerto "Sonho de uma Noite de Verão", de Mendelssohn, com narrativa do global Thiago Lacerda e regência do consagrado Maestro Isaac Karabtchevsky. 
Apertei minha agenda de trabalho daqui e dali, de forma que, mesmo tendo aula à tarde, à noite estava eu chegando de Pelotas em Porto Alegre, às 20:15h, para um concerto com início marcado para às 20:30h. 
Chovia torrencialmente e muitos carros trancavam a passagem de veículos que conduzia à entrada do Salão de Atos da UFRGS. Meu genro, Carlos Morejano, me esperava ansioso na entrada do prédio, com o meu ingresso garantido, diante de um amontoado de pessoas que tentavam comprar o seu de última hora.
Casa lotada, eu sentada no "lugar cortesia" que a Luísa tinha reservado para mim, ao lado da querida companheira Débora, mãe do Morejano, que lá estava me aguardando. Cheguei a tempo, não me molhei, pois o táxi conseguiu me deixar na porta do prédio, garanti meu ingresso, a Débora me recebeu com a simpatia e amabilidade de sempre, mas ... eu queria mais! 
Queria sentar num lugar melhor, que me permitisse ver e ouvir a Luísa de forma privilegiada. Além de buscar com os olhos um lugar que pudesse não estar ocupado, tentava encontrar em meio à multidão rostos familiares da mãe e do mano, que eu sabia estarem por lá. Não encontrei seus rostos em meio a tantos desconhecidos, mas tive a sorte de encontrar um lugar no corredor, três filas acima daquela em que eu estava, que me permitiria cumprir melhor a minha usual tarefa de gravar e de fotografar a apresentação da Luísa. Nesse dia, a gravação era ainda mais importante, pois queria, no meu retorno a Pelotas, poder compartilhar o momento com o Carlos e a Larissa, que não puderam estar lá naquela noite. 
A maravilhosa apresentação da OSPA, regida pelo maestro Karabtchevsky, entremeada pela narração feita por Thiago Lacerda de trechos da obra de William Shakespeare na qual a de Mendelssohn se baseou, não eram o suficiente para que eu curtisse plenamente aquele momento.
Aguardava ansiosamente a entrada da Luísa no palco, de quem já sentia saudades e que vivia um momento de adaptação à nova realidade de morar em Porto Alegre, abandonando o ninho construído há algum tempo fora da árvore da mãe, mas em árvore próxima, situada no mesmo parque. 
Estava ansiosa pensando que agora o ninho era outro, a árvore era outra, o parque era outro, a cidade era outra. Meu pássaro-filhote já não podia mais voar rapidamente até o ninho da mãe para ganhar sua comida no bico e partir novamente em revoada. 
Estaria o meu pássaro-filhote forte o suficiente para cantar? Conseguiria “mandar ver”, como sempre lhe dizia antes das apresentações em Pelotas e arredores? 
A espera foi longa, mas, finalmente, entra ela, linda como sempre e forte como nunca, mostrando que tem plenas condições de voar ainda mais longe e de encantar platéias diversas. Que bom! Que felicidade poder estar lá, mesmo que para vê-la apenas em dois momentos naquela noite!
Tirei as fotos que pude, trêmula de emoção e de orgulho, sem poder compartilhar aquela alegria com o meu Carlos, que tanto admira e ama a Luísa. Que pena! Estava triste por isso! Queria que ele estivesse ali, segurando a minha mão e gritando “bravo”, como costuma fazer! Mesmo assim, não faltaram aplausos calorosos e o reconhecimento do público ao trabalho dela. 
Final de espetáculo, hora de ir aos bastidores para abraçar e beijar a minha diva, a minha filha amada, o meu filhote que eu sentia muito claramente naquele momento já não me pertencer mais.
Beijos, abraços, fotos, mas eu queria mais! Queria poder estar com ela toda aquela noite, mas isso não era possível. A artista tinha um compromisso que, de certa forma, lhe pesava os ombros. 
Naquela mesma noite, após o espetáculo, ia para um estúdio gravar duas árias da ópera A Flauta Mágica, de Mozart. Naquele momento, ela se despedia da fada de Mendelssohn e começava a encarnar a Rainha da Noite, personagem que interpreta em Buenos Aires no mês de junho, e a quem teria que dar voz, com todos os agudíssimos fás, numa gravação a ser enviada à capital portenha na manhã seguinte, antes do vôo para San Juan/Argentina, onde faz três apresentações como Rosina, a protagonista da Ópera o Barbeiro de Sevilha. 
Não encontrei o olhar tranqüilo do dever cumprido nos olhos da minha filha, percebi sua inquietude e preocupação em fazer o melhor possível, numa gravação com o acompanhamento do Carlos ao piano, ciente de que teria apenas uma única oportunidade, naquela noite após o espetáculo. 
Foi uma das raras vezes que não saímos para jantar e comentar o espetáculo, mas tive a alegria de encontrar nos bastidores a mãe, o mano e, para minha surpresa e satisfação, o pai e os “tioetes” Marco Aurélio e Vânia. Também soube que o Sérgio e a Geiza haviam assistido e apreciado o concerto e fiquei muito contente por isso. No entanto, estava inquieta, preocupada com a tal gravação em estúdio, tarde da noite, e sabendo que a Luísa deveria chegar cedo ao aeroporto na manhã seguinte.
A ligação da Luísa para a casa dos avós, vibrando por ter conseguido produzir todos os agudos da Rainha da Noite me encheram de alegria e me permitiram descansar naquela noite.
Na manhã seguinte, lá estava eu no aeroporto com a minha filha linda, também cercada pelo amor do seu companheiro e da avó que tem participado ainda mais da carreira da neta agora que ela está em Porto Alegre. 
Abraços, beijos, avião decolando rumo à Argentina e deixando um buraco no meu coração. Quero ir junto! Quero poder assistir aos ensaios e estar presente nas três apresentações da Luísa em San Juan. Depois de San Juan, quero seguir com ela para Buenos Aires e poder aplaudi-la no papel de Rainha da Noite.
Quero mais! Quero muito mais momentos de felicidade ao lado de quem vai ser pra sempre o meu filhote e que agora se transforma em tão lindo pássaro cantor. 
Quero também compartilhar com vocês uma foto da família tirada no dia 05 de maio e o vídeo que espero seja colocado no site.
Beijos, família!!!